Produzido por: Julio Cesar Correa
Advogado (OAB/AM 7.810)

Malandramente: a música da politicagem amazonense

03/01/2017 20:29 - Atualizado em 03/01/2017 20:29
  • Foto/ Divulgação Aleam

Malandramente, A menina inocente, Se envolveu com a gente, Só pra poder curtir

Malandramente, Fez cara de carente, Envolvida com a tropa, Começou a seduzir

Malandramente, Meteu o pé pra casa, Diz que a mãe tá ligando, Nós se vê por aí

Ai Safada!

Na hora de ganhar madeirada, A menina meteu o pé pra casa, E mandou um recadinho pra mim, Nós se vê por aí 

(Mc Nandinho)

Em época de crise carcerária, quando as atenções estão voltadas para o escárnio da vida, a brutalidade da criminalidade do tráfico e suas gangues e o sensacionalismo natural do assunto de chacinas dentro dos presídios no Amazonas, num momento de confraternização e paz das festas de final de ano onde as pessoas estão mais sentimentais, fui surpreendido (02jan2017) mais uma vez com várias indagações sobre a divulgação de um deputado de que o Governador do Estado (José Melo) havia vetado o orçamento da PMAM no que concerne as promoções dos Praças. No mesmo sentido li uma Nota de Desagravo que eu não participei e nem fui consultado em sua elaboração.

Li, também, notícias e fui indagado sobre uma possível greve na PMAM.

Me comprometo a fazer um texto curto, enxuto.

Estamos tratando da Publicação do DOE nº 33.433 de 30dez2016, referente a Lei nº 4.420/2016 que ESTIMA a receita fixa e despesa do Estado para o exercício financeiro de 2017.

Não sei se “desconhecimento” (despreparo) ou premeditadamente por conta do momento de instabilidade, a divulgação feita pelo parlamentar NÃO É VERDADE. O Governador até o momento não vetou a parte do orçamento relativo à PM. Ele vetou o aumento salarial da Polícia Civil, que em nada reflete na PM.

Depois veio uma nota de desagravo, “justa” por essa INFORMAÇÃO ERRADA divulgada pelo deputado em suas redes sociais, as associações repudiando o ato do governo. Encabeçada por associação de altas patentes como se vê no primeiro emblema que a assina, afirma que vai tomar todas as medidas paliativas, políticas e administrativas, para “obtenção do veto” (!).

Primeira reflexão: ou ele desconhece ou está jogando mentira para criar fato político e valorizar seu “esforço” depois que o Tribunal de Justiça determinou em acórdão (sentença de desembargador) que o Governo é obrigado a cumprir a promoção – e isso independe de orçamento ou reflete na Lei de Responsabilidade Fiscal. Sentença se cumpre.

Segunda reflexão: as associações tinham que dar uma resposta de imediato, contudo medida paliativa é aquela que serve para acalmar temporariamente e não definitivamente uma situação.

Terceira reflexão: nesse momento em que todos estão atônitos e chocados, a Polícia em prontidão com as sucessivas rebeliões de presos que marcam tristemente o recorde no Brasil, um parlamentar, que deveria ser bem preparado para o cargo, divulgar uma informação errada ou mentirosa, ou ele quer aproveitar para valorizar seu “esforço” e tirar proveito se passando por “salvador” de algo que não aconteceu ou não sabe nem para onde vai no parlamento.

Na verdade, como dito antes: orçamento é mera previsão, para que se concretize tem que ter FINANCEIRO (arrecadação real) e isso só ao longo do ano para sabermos, porque mesmo que não houvesse orçamento, promoção e aumento o governo poderia dar, exemplo disso foram as cerca de 2.500 promoções de 2014 (véspera de eleição após a greve), havia sido orçado em 2013??? Claro que não, mas o governo promoveu todos e ninguém nunca contestou...

Na hora de brigar de verdade, de enfrentar de frente o governo e lutar pelos direitos dos Praças vale o refrão para os políticos dizer aos soldados: “Nós se vê por aí” ...

A informação verdadeira é a melhor arma, o conhecimento é a melhor defesa.

Estamos aguardando confiante no cumprimento da sentença judicial que essa não pode ser usada politicamente e unir forças não é mentir em conjunto.

 

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